CLML News.
← CLML News
Outubro - Mês Europeu da Cibersegurança
· 2 min de leituranis2cibersegurançasieminfraestrutura

Outubro - Mês Europeu da Cibersegurança

Como mantemos e atualizamos as infraestruturas dos nossos parceiros?

Segurança · Infraestrutura

A gestão de updates e vulnerabilidades é crítica para assegurar a estabilidade e a segurança dos servidores que compõem as diversas infraestruturas.

Um servidor desatualizado é uma porta aberta: a maioria dos incidentes de segurança explora falhas já conhecidas e para as quais já existe correção. O desafio não é saber que é preciso atualizar, mas saber, a cada momento, o que está instalado, onde, e o que precisa de atenção primeiro.

Inventário e visibilidade da frota

O inventário de pacotes e a visibilidade sobre os assets que compõem a frota são fundamentais para ter registo do software instalado e de todas as alterações.

Na CLML temos uma visão global da nossa frota, com detalhe para cada asset que a compõe. Para cada servidor sabemos:

  • Sistema operativo, versão e kernel em execução
  • Pacotes instalados e respetivas versões
  • Painel de controlo e serviços expostos
  • Histórico de alterações: o que foi instalado, atualizado ou removido, e quando

Este inventário é recolhido de forma automática e contínua, sem depender de verificações manuais.

grafico pacotes por dia

Monitorização contínua: SIEM, CVE e KEV

Com recurso ao inventário de pacotes e a um SIEM (Security Information and Event Management), monitorizamos de forma permanente o software instalado em toda a frota. Cruzamos três fontes de informação:

Camada O que responde Fonte
InventárioQue software e versões temos instalados?Recolha automática em cada servidor
CVEExiste alguma falha de segurança conhecida nessas versões?CVE – Common Vulnerabilities and Exposures
KEVEssa falha está a ser explorada ativamente?KEV – Known Exploited Vulnerabilities Catalog (CISA)

O SIEM centraliza estes dados e gera alertas quando um servidor passa a ter uma vulnerabilidade conhecida, ou quando uma vulnerabilidade já existente passa a constar do catálogo KEV.

Da deteção à correção

Nem todas as vulnerabilidades têm a mesma urgência. A presença no catálogo KEV é o principal fator de prioridade: uma falha com exploração ativa conhecida é tratada antes de qualquer outra.

  1. 01
    Deteção
    O SIEM identifica a vulnerabilidade e os servidores afetados.
  2. 02
    Priorização
    Avaliamos a gravidade, a exploração ativa (KEV) e a exposição do serviço.
  3. 03
    Correção
    Aplicamos o update de forma automatizada e controlada, ou uma mitigação temporária quando o update ainda não existe.
  4. 04
    Verificação
    Confirmamos pelo inventário que a versão corrigida está instalada e que o alerta fecha.


grafico pacotes por grupo



grafico cve por mes

Conclusão

Visibilidade completa da frota, monitorização permanente e priorização baseada em exploração real permitem-nos reduzir o tempo de exposição e concentrar o esforço onde o risco é maior. 

O resultado são infraestruturas mais estáveis, mais seguras e com um registo claro de cada alteração.


E o seu fornecedor, tem a certeza que mantém os seus servidores atualizados?


Segurança e infraestrutura